Estudos Regionais Comparativos ERCE/LLCE

O que são os Estudos Regionais Comparativos

Por meio de uma rede de diretores regionais de avaliação educacional na América Latina e no Caribe (Orealc/Unesco), os Estudos Regionais Comparativos foram desenvolvidos para avaliar a qualidade da educação no Ensino Fundamental.

O primeiro estudo – que, assim como os outros, foram desenvolvidos pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação – LLECE (em espanhol) – surgiu com base em um acordo entre países da América Latina. O foco principal era melhorar a qualidade e a igualdade das situações educacionais, por meio dos sistemas nacionais de medição e avaliação.

O LLECE produz informações que retroalimentam políticas de educação. O fluxo se dá através dos relatórios propostos, que refletem o estado da qualidade da educação nas regiões de estudo.

2013 - Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo – TERCE

O TERCE foi um resultado de esforços conjuntos da UNESCO/Santiago e dos seguintes países da região da América Latina e Caribe: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e o estado mexicano de Nuevo Leon.

Uma versão piloto foi aplicada em 2012 e sua implementação final ocorreu em 2013. Nesse estudo, a UNESCO trabalhou com parceiros de implementação como o Centro de Medição MIDE UC na Pontifícia Universidade Católica do Chile e do Centro de Política Comparada da Universidad Diego Portales, também no Chile. A parceria resultou no desenvolvimento de ferramentas de investigação e formação, permitindo o uso adequado dos dados.

Os resultados de aprendizagem do TERCE – comparados com os do Segundo Estudo Regional Comparativo e Explicativo (SERCE, 2006) – mostram o progresso que os sistemas de ensino têm alcançado em termos de aprendizagem de Línguas, Matemática e Ciências em alunos do Ensino Fundamental.

Outras inovações foram os "módulos nacionais" de fatores associados, que permitem que os países estudem detalhadamente os fatores coincidentes que afetam a aprendizagem. Como exemplo, foram desenvolvidos módulos para mensurar o impacto da utilização das Tecnologias de Informação e Computação na qualidade do ensino e a relação entre alimentação e aprendizagem.

2006 - Segundo Estudo Regional Comparativo e Explicativo – SERCE

A segunda edição do estudo avaliou o desempenho dos estudantes do 4º e 7º anos do Ensino Fundamental na América Latina e no Caribe, nas disciplinas de Matemática, Ciências e Linguagem (leitura e escrita).

O SERCE se consolidou como um novo projeto do LLECE, que contou com a participação de diversas equipes de avaliadores, pedagogos, especialistas em currículo, peritos na construção de instrumentos, técnicos e monitores latino-americanos. Esses grupos discutiram em conjunto o desenho, a implantação e a análise dos instrumentos. A visão multidisciplinar fez desse estudo um interessante espaço de colaboração, aprendizagem e fortalecimento de capacidades técnicas para as equipes dos sistemas nacionais de avaliação envolvidos.

Aplicado em 2006, o SERCE agregou dezesseis países latino-americanos em torno dessa segunda oportunidade de avaliação da Educação Básica na América Latina.

A partir de 2000 já havia outra avaliação internacional da educação básica – o Programme for International Student Assessment (PISA) –, mas os estudos desenvolvidos pelo LLECE continuaram apresentando um caráter diferencial: ao contrário do PISA, que é voltado para estudantes na faixa dos 15 anos de idade em apenas nove países entre os dezesseis envolvidos com o LLECE, o SERCE abrangeu uma maior área em séries específicas do Ensino Fundamental.

1997 - Primeiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo – PERCE

Organizado como um estudo internacional comparativo sobre Linguagem, Matemática e Fatores Associados, a avaliação foi aplicada pela primeira vez, em 1997, a alunos do 4º e 5º anos da Educação Básica.

O PERCE não só revelou o nível de aprendizagem dos alunos e seus níveis de desempenho, como também deu visibilidade a alguns fatores relacionados com esses resultados. Considerado uma das maiores conquistas políticas dos países da América Latina nos anos 90, pela primeira vez um modelo de avaliação conseguiu reunir informações comparativas sobre a aprendizagem de alunos da região.

Página atualizada em: 20 outubro 2015