Censo Escolar Censo da educação superior 08 de Março de 2004

Aumenta participação feminina em cursos de engenharia

Espaço de predominância masculina, os cursos de engenharia contam cada vez mais com a participação das mulheres nos seus quadros de matriculados. É o que pode ser constatado na comparação dos dados de 1991 e 2002 do Censo da Educação Superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).

Em 12 anos, o número de alunas nas engenharias cresceu de 25,5 mil para 42,8 mil – um aumento de 67,8%. No mesmo período, a quantidade de homens nesses cursos ampliou 38,7%. Com essa diferença, a representatividade feminina em relação ao total de matrículas subiu de 17,4% para 20,3%.

Nos cursos de Direito, falta pouco para que elas ocupem a mesma quantidade de cadeiras que os homens. Nesta área, o número de mulheres aumentou 223,2% contra 165% do alunado masculino. Em 1991, as mulheres ocupavam 43,9% das vagas e hoje, 48,9%. Em Administração, o crescimento da participação feminina foi ainda maior: passou de 41,1% para 47,4% do total ( veja tabela abaixo).

Saúde – As mulheres, que em 1991 já eram maioria no conjunto de cursos de graduação, com 53,3% das matriculas, ocuparam um pouco mais de espaço nos últimos anos. Em 2002, a representatividade feminina chegou a 56,5% dos 3,5 milhões de estudantes. Esse avanço deve-se, principalmente, à expansão da quantidade de cursos na área de saúde.

Na Fisioterapia – curso que mais cresceu na área de saúde –, três em cada quatro vagas são ocupadas pelas mulheres. Em Odontologia, 60% das matrículas são de alunas.

Na área de humanas, em que, historicamente, existe uma predominância feminina, o cenário é de estabilidade. Em pedagogia, a participação feminina passou de 91,2% para 92,4% e em Letras, de 81,6% para 82,5%.

Formandas – Em todos os níveis de ensino, as mulheres são maioria entre os concluintes. A mais significativa diferença está na educação superior, onde representam 63% dos formandos, conforme dados do Censo da Educação Superior 2002. Na distribuição da matrícula, elas são 56,5%.

No ensino fundamental, as meninas representam 53,4% dos formandos da 8ª série. Em relação ao número de alunos matriculados, somam 49% do total, segundo o Censo Escolar 2002. Já no ensino médio, elas são 57,1% dos concluintes e 54,2% das matrículas.

A comparação entre a matrícula total e o número de concluintes sugere que, em todos os níveis de educação, as mulheres têm mais persistência para permanecer no sistema de ensino e chegar até as séries finais. (João Luiz Mendes e Dulcídio Siqueira)

Participação das mulheres na matrícula da graduação - Brasil

  1991 2002
ENGENHARIAS Total 146.806 211.009
Mulheres 25.503 42.802
% de mulheres 17,4 20,3
ARQUITETURA Total 21.881 44.506
Mulheres 12.986 28.245
% de mulheres 59,3 63,5
FISIOTERAPIA Total 11.379 78.099
Mulheres 8.301 59.079
% de mulheres 73 75,6
ODONTOLOGIA Total 30.575 47.716
Mulheres 18.009 29.741
% de mulheres 58,9 62,3
DIREITO Total 159.390 463.135
Mulheres 70.015 226.307
% de mulheres 43,9 48,9
ADMINISTRAÇÃO Total 177.838 454.438
Mulheres 73.157 215.926
% de mulheres 41,1 47,5
PEDAGOGIA Total 116.253 240.368
Mulheres 106.023 221.998
% de mulheres 91,2 92,4
FÍSICA Total 7.950 17.866
Mulheres 1.441 3.769
% de mulheres 18,1 21,1
QUÍMICA Total 8.856 26.268
Mulheres 3.900 13.035
% de mulheres 44,0 49,6
MATEMÁTICA Total 21.955 66.256
Mulheres 9.422 33.245
% de mulheres 42,9 50,2
LETRAS Total 92.891 158.562
Mulheres 75.597 130.813
% de mulheres 81,6 82,5
TOTAL GERAL (Todos os cursos) Total 1.565.056 3.476.194
Mulheres 833.949 1.964.649
% de mulheres 53,3 56,5

Fonte: Inep/MEC

Assessoria de Comunicação do Inep